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Saiba as tecnologias que serão utilizadas para otimizar as eleições

ByMax Blanc

nov 15, 2020

As eleições para prefeito
e vereador ocorrem neste domingo (15) em todo o país. A fim de
otimizar o processo, serão introduzidas diversas tecnologias, cujos
objetivos vão desde agilizar a apuração dos votos até promover a inclusão de
pessoas com deficiência visual. O R7 conversou com Raphael Caldas, CEO
da Inteligov, startup de monitoramento de dados dos poderes legislativo e
executivo, para saber quais são elas. Confira:

*Estagiária do R7 sob supervisão de Pablo Marques

Segundo Caldas, este ano
os dados das urnas serão armazenados em computação em nuvem. Nas eleições
passadas, a urna era encaminhada para o cartório eleitoral responsável por
aquele local de votação. Lá, os dados, armazenados em memórias físicas, eram enviados para
o TRE (Tribunal Regional Eleitoral), que, por sua vez, os encaminhava ao TSE
(Tribunal Superior Eleitoral), em Brasília. Agora, os dados ficarão armazenados
na nuvem

“A grande vantagem, no
entanto, não é cortar caminho, mas sim a escalabilidade do modelo. Antes os
dados eram processados de acordo com o número de computadores disponíveis no TSE.
Agora, serão processados em uma quantidade ilimitada de computadores, então é
bem provável que a gente tenha resultados até mais rápidos do que nas últimas
eleições”, afirma o CEO

Outra tecnologia destacada
por Caldas são fones de ouvido, que serão utilizados para auxiliar pessoas cegas ou com baixa visão. “Esses eleitores sempre tiveram que votar com um
acompanhante, pois embora houvesse a representação dos números em braile, não
havia uma maneira de eles confirmarem se havia digitado o número corretamente”,
diz. “Agora, com os fones de ouvido, que serão fornecidos pelos mesários, o
eleitor com deficiência visual poderá ouvir o nome do candidato correspondente
ao número digitado por ele. Simples, porém revolucionário”

O executivo ressalta ainda os drones adquiridos pela Justiça Eleitoral para monitorar
propaganda eleitoral irregular. “Em uma operação da Polícia Federal chamada ‘Eleição Limpa’, foram comprados cerca de cem drones, que sobrevoarão locais onde já houve problema com propaganda eleitoral irregular no passado”

Os drones contam com um
sistema de inteligência artificial. “A partir disso, é possível identificar
cores, texto, e, portanto, saber qual é o partido e quem é o candidato
responsável por aquela propaganda irregular. São duas tecnologias distintas que
se complementam”, afirma

A sociedade civil também
pode fiscalizar propaganda eleitoral irregular por meio do aplicativo Pardal. “Com o app, o cidadão pode registrar todo tipo de irregularidade, como um
outdoor ou um funcionário público fazendo campanha”, diz

Por fim, outro aplicativo
bastante útil para a sociedade civil destacado pelo CEO é o E-título. “As
pessoas podem ‘carregar’ consigo o título eleitoral no app. Além disso, a
plataforma permite diversas outras funcionalidades, como conferir o local de
votação, emitir certificado de quitação eleitoral, e, o mais interessante,
justificar o voto. Acho que essa é uma informação de utilidade pública que
deveria ser amplamente divulgada”

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