• qua. dez 2nd, 2020

Saiba as tecnologias que serão utilizadas para otimizar as eleições

ByMax Blanc

nov 15, 2020

As eleições para prefeito e vereador ocorrem neste domingo (15) em todo o país. A fim de otimizar o processo, serão introduzidas diversas tecnologias, cujos objetivos vão desde agilizar a apuração dos votos até promover a inclusão de pessoas com deficiência visual. O R7 conversou com Raphael Caldas, CEO da Inteligov, startup de monitoramento de dados dos poderes legislativo e executivo, para saber quais são elas. Confira:

*Estagiária do R7 sob supervisão de Pablo Marques

Segundo Caldas, este ano os dados das urnas serão armazenados em computação em nuvem. Nas eleições passadas, a urna era encaminhada para o cartório eleitoral responsável por aquele local de votação. Lá, os dados, armazenados em memórias físicas, eram enviados para o TRE (Tribunal Regional Eleitoral), que, por sua vez, os encaminhava ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), em Brasília. Agora, os dados ficarão armazenados na nuvem

"A grande vantagem, no entanto, não é cortar caminho, mas sim a escalabilidade do modelo. Antes os dados eram processados de acordo com o número de computadores disponíveis no TSE. Agora, serão processados em uma quantidade ilimitada de computadores, então é bem provável que a gente tenha resultados até mais rápidos do que nas últimas eleições", afirma o CEO

Outra tecnologia destacada por Caldas são fones de ouvido, que serão utilizados para auxiliar pessoas cegas ou com baixa visão. “Esses eleitores sempre tiveram que votar com um acompanhante, pois embora houvesse a representação dos números em braile, não havia uma maneira de eles confirmarem se havia digitado o número corretamente”, diz. “Agora, com os fones de ouvido, que serão fornecidos pelos mesários, o eleitor com deficiência visual poderá ouvir o nome do candidato correspondente ao número digitado por ele. Simples, porém revolucionário"

O executivo ressalta ainda os drones adquiridos pela Justiça Eleitoral para monitorar propaganda eleitoral irregular. "Em uma operação da Polícia Federal chamada 'Eleição Limpa', foram comprados cerca de cem drones, que sobrevoarão locais onde já houve problema com propaganda eleitoral irregular no passado"

Os drones contam com um sistema de inteligência artificial. "A partir disso, é possível identificar cores, texto, e, portanto, saber qual é o partido e quem é o candidato responsável por aquela propaganda irregular. São duas tecnologias distintas que se complementam", afirma

A sociedade civil também pode fiscalizar propaganda eleitoral irregular por meio do aplicativo Pardal. "Com o app, o cidadão pode registrar todo tipo de irregularidade, como um outdoor ou um funcionário público fazendo campanha", diz

Por fim, outro aplicativo bastante útil para a sociedade civil destacado pelo CEO é o E-título. "As pessoas podem 'carregar' consigo o título eleitoral no app. Além disso, a plataforma permite diversas outras funcionalidades, como conferir o local de votação, emitir certificado de quitação eleitoral, e, o mais interessante, justificar o voto. Acho que essa é uma informação de utilidade pública que deveria ser amplamente divulgada"

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