• qua. dez 2nd, 2020

Iluminismo tecno-humanizado: inovação, tecnologia, negócio e consciência

ByMax Blanc

nov 18, 2020
Imagem: Pixabay
Imagem: Pixabay Programa Inova 360

Por Marcio Bueno

Analisando a história, encontramos aprendizados que nos trouxeram até aqui como sociedade, e analisando o momento atual vemos o que devemos fazer para construir o futuro.

O Renascimento (século XIV – XVI), recebeu este nome devido a enorme revalorização à antiguidade clássica, porém com grandes transformações no âmbito político, cultural, social e econômico. Por exemplo, foi neste período que se produziu a transição do feudalismo ao capitalismo.

O ser humano ganhou espaço e passou a ser colocado no centro da criação, o que deu nome à principal corrente de pensamento da época, o humanismo.

No final do Renascimento (XVI) o surgimento de mentes brilhantes que construíram um movimento cultural e científico sem precedentes até o momento, iniciando a primeira Revolução científica.

Entre os séculos XVII e XVIII a Revolução científica continuou, porém dentro do período criativo mais rico da humanidade, o Iluminismo.

As ideias estavam centradas na razão como principal fonte de autoridade e defendiam ideais como liberdade, progresso, tolerância e fraternidade.

Estes ideais claramente foram se perdendo até os dias de hoje por diferentes motivos e nas últimas décadas construímos uma sociedade ilusoriamente próspera.

Nunca tivemos acesso a tantos bens de consumo e acesso a tanta tecnologia, mas isso não tem impedido que sejamos infelizes.

Hoje, em teoria, ninguém morre de uma simples infecção de dente, ou de doenças que matavam há um século, temos mais saneamento básico e conforto, e isso transmite uma sensação equivocada de segurança e progresso.

Obvio que estou generalizando e sei que ainda temos muito a fazer.

Mas é inegável que evoluímos bastante e tem gente pensando que isso é suficiente.

O modelo construído está baseado em que a sociedade do bem-estar está diretamente relacionada com o consumo. Ele é o combustível das empresas e o motor do consumidor.

Este modelo só para em pé se as empresas continuarem produzindo, crescendo e gerando lucro a seus acionistas, por outro lado as pessoas só são felizes quando compram e recebem sua dose de dopamina pela recompensa de ter conseguido um objetivo material.

Tenho a sensação de que as novas gerações sabem que este modelo é nocivo, que deixou um rastro de sangue enorme e que não estão dispostos a repetir o mesmo erro.

Cada dia surgem startups com impactos sociais e meio ambientais positivos. Elas são mais valorizadas pelos investidores, pelos clientes e pela sociedade.

Temos todos os ingredientes para construir um novo movimento que pode marcar uma época.

O século XXI não é uma continuação do século XX, é o momento de reconstruir o que foi destruído, corrigir os erros cometidos, explorar as ferramentas que temos à disposição, que são muitas.

Temos uma nova geração mais consciente, a pandemia elevou o nível de consciência e humanização das pessoas, e temos mais tecnologia e conhecimento do que podemos utilizar.

Se unirmos a tecnologia disponível e aplicarmos com consciência podemos mudar o rumo da história e construir uma sociedade, como o nosso propósito descreve, próspera e fraterna.

Colocar este conhecimento a disposição das startups é, no mínimo responsável, ignora-lo e seguir aplicando as fórmulas antigas para criar o novo é medíocre, se for por ignorância ou egoísta se for por interesse.

Estamos diante de uma grande oportunidade, podemos criar o novo Iluminismo Tecno-Humanizado. Explorar a riqueza da inovação, aplicando tecnologia para humanizar as empresas.

Temos o poder da escolha, podemos seguir o caminho da inércia e nos deixar levar pelo fácil e obvio ou ser promotores de um movimento que deixará um legado positivo para as próximas gerações.

E você? Qual é a sua escolha?

 

Marcio Bueno assina a coluna “Tecno-Humanização”, no Inova360, parceiro do portal R7, e apresenta um quadro sobre o tema no programa de TV Inova360, na Record News. É Tecno-Humanista, fundador da BE&SK e criador do conceito de Tecno-Humanização.

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