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Homem tetraplégico se alimenta sozinho pela 1ª vez em 30 anos

ByMax Blanc

jan 1, 2021

Um projeto
desenvolvido pela Johns Hopkins Medicine (JHM) possibilitou um homem de 49 anos
que ficou tetraplégico ao sofrer um acidente de surf na adolescência a se alimentar
por conta própria pela primeira vez em 30 anos

*Estagiária do R7 sob supervisão de Odair Braz Junior

Em 2019,
Robert Chmielewski se ofereceu para um programa de pesquisa da JHM e passou por
uma cirurgia de dez horas para implantar seis eletrodos em seu cérebro para
controlar um par de braços robóticos

Hoje, um ano
depois, ele é capaz de operar ambos os braços protéticos e manipulá-los para
realizar algumas tarefas, como comer um twinkie, popular bolo americano
descrito como “pão de ló dourado com recheio cremoso”

Segundo Pablo Celnik,
diretor de medicina física e reabilitação da Johns Hopkins e membro da equipe de
pesquisa, a maior parte desse tipo de estudo, conhecido como
interface cérebro-computador (BCI, na sigla em inglês), foca em apenas um braço, que é controlado por apenas um lado do cérebro

Com este sistema, no entanto, Chmielewski foi capaz de manipular os dois braços para
realizar tarefas diferentes

Enquanto o
homem usava um braço para fincar um garfo no bolo, o outro foi utilizado para cortar a guloseima com uma faca

“É muito legal”,
afirmou Chielewski. “Eu queria ser capaz de fazer mais”

Os cientistas
envolvidos no projeto pretendem desenvolver um sistema de loop fechado que combina
inteligência artificial, robótica e uma interface cérebro-máquina

“Nosso objetivo
final é fazer com que o robô faça a maior parte do trabalho e deixar o usuário
encarregado dos detalhes: o que comer, onde cortar, quão grande deve ser o
pedaço cortado”, disse David Handelman, um roboticista sênior da JHM

“Ao combinar
sinais de interface cérebro-computador com robótica e inteligência artificial,
permitimos que o ser humano se concentre nas partes da tarefa que mais importam”,
completou

Francesco Tenore, neurocientista da Johns Hopkins e investigador principal do estudo Smart Prosthetics, afirmou que os próximos passos são fornecer um feedback sensorial adicional para
que Chmielweski não precise depender da visão para saber se está tendo sucesso

“A ideia é que
ele consiga fazer coisas como amarrar o sapato, da mesma forma que outras pessoas, sem ter de olhar para o que está fazendo”, disse

O homem concedeu uma entrevista à JHM pouco antes do Dia de Ação de Graças, comemorado nos Estados
Unidos em 25 de novembro, na qual refletiu sobre o significado dessa pesquisa
para indivíduos com mobilidade limitada

“Ser capaz de
comer de forma independente e ainda conseguir interagir com a família é uma
virada de jogo”, afirmou

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