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Estudo revela que impressoras 3D podem ser tóxicas para humanos

ByMax Blanc

dez 16, 2020
Crianças com menos de 9 anos são mais vulneráveis aos materiais liberados pelas impressoras

Crianças com menos de 9 anos são mais vulneráveis aos materiais liberados pelas impressoras
Pixabay

Um estudo desenvolvido por pesquisadores dos Estados Unidos revelou que as impressoras 3D são tóxicas para os seres humanos. Isso porque, durante o trabalho de impressão, são emitidas pequenas partículas de plástico que são prejudiciais à nossa saúde, podendo, inclusive, causar câncer.

A pesquisa, que teve como um dos autores Peter Byrley, da Agência de Proteção Ambiental Americana (EPA), revelou que as partículas emitidas pelas máquinas de impressão são capazes de penetrar profundamente nos pulmões, causando toxicidade moderada nas células humanas.

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As impressoras 3D têm como materiais básicos utilizados para o seu funcionamento termoplásticos, metais, nanomateriais, polímeros e compostos orgânicos voláteis (VOCs). Estes últimos são gases emitidos por sólidos, e considerados poluentes perigosos que, a curto e longo prazo, podem causar danos à saúde.

A concentração dos VOCs fica ainda maior em ambientes fechados, locais onde normalmente se encontram as impressoras 3D. E, como o processo de impressão pode levar algumas horas para ser concluído, durante este tempo o contato com essas e outras partículas pode ser prejudicial à nossa saúde.

Em paralelo ao estudo, foi realizada uma simulação que revelou a maior vulnerabilidade de crianças de até nove anos a essas partículas liberadas pelos equipamentos.

“Um benefício social desta pesquisa é aumentar a conscientização pública das emissões das impressoras 3D e da possível maior tendência das crianças sofrerem com elas”, afirmou Peter Bryley.

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Estas constatações tornam-se ainda mais importantes na medida que cada vez mais pessoas e empresas estão adquirindo esse tipo de impressora. A utilização destes equipamentos vem sendo muito utilizada em escolas, faculdade e bibliotecas, ambientes onde as pessoas geralmente passam muito tempo.

Além disso, com a corrida para produzir cada vez mais equipamentos de saúde contra a disseminação da covid-19, algumas empresas começaram a confeccionar protetores faciais de plástico através de impressoras 3D. Essa prática, agora, deve começar a ser repensada.

*Estagiário do R7 sob supervisão de Giovanna Orlando

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