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Confira os fenômenos astronômicos que ocorrem em dezembro

ByMax Blanc

dez 6, 2020

No último mês do ano, ocorrerão cinco fenômenos astronômicos, entre eles a rara conjunção de Júpiter e Saturno, que aconteceu pela última vez na Idade Média. O R7 conversou com o professor Cássio Barbosa, do Centro Universitário FEI, para saber mais sobre eles e como observá-los:

Nos dias 13 e 14 de dezembro, ocorrerá o pico da chuva de meteoros Geminídeas, resultado da passagem da Terra por fragmentos deixados pelo asteroide 3200 Phaeton no espaço. O fenômeno recebe este nome pois todos os meteoros desta chuva se cruzam na constelação de Gêmeos. “A Geminídeas poderá ser vista nos dois hemisférios, somente a olho nu. Os observadores deverão procurar no céu por um risco brilhante branco e levemente azulado”, orienta Barbosa

Ainda no dia 14, ocorrerá também um eclipse solar total. O fenômeno se dá quando a Lua e se interpõe entre a Terra e o Sol, ocultando totalmente a sua luz numa estreita faixa terrestre. Desta vez, o eclipse poderá ser visto em uma faixa que compreende a Patagônia, no sul da América do Sul, estendendo-se pelo Atlântico Sul até antes de chegar à costa da Namíbia, na África. “Este e um fenômeno que acontece pelo menos uma vez a cada dois anos, mas muitas vezes, não é visto, já que a maior parte da superfície terrestre é ocupada pelos oceanos”, afirma o astrônomo

No dia 21, pessoas do mundo todo poderão observar um fenômeno raro, que ocorreu pela última vez na Idade Média: o alinhamento entre Júpiter e Saturno. “Essa conjunção demora muitos anos para acontecer, pois é preciso que as órbitas da Terra, Júpiter e Saturno estejam adequadas para tal”, diz o professor. “O fenômeno é bem mais nítido se visto através de um telescópio, mas pode ser visto também a olho nu. É preciso procurar, na direção poente, por dois pontos brilhantes juntos um do outro – um com uma luminosidade mais branca meio azulada e o outro com um brilho mais pálido e amarelado”

Ainda no dia 21, ocorre também o Solstício, que nada mais é do que a chegada do verão no Hemisfério Sul e do inverno no Hemisfério Norte. “Este fenômeno se dá quando a Terra atinge sua posição mais
inclinada, fazendo com que o Sol fique mais apontado para o Hemisfério Sul”, explica Barbosa. “O período
em que a luz solar incide com mais intensidade sobre o Sul ou sobre o Norte é
chamado de Solstício. Já o período em que a incidência solar é mais equilibrada
é chamado de Equinócio”

Por fim, nos dias 21 e 22 ocorrerá o pico da chuva de meteoros Ursídeas, fruto da passagem da Terra por fragmentos deixados pelo cometa 8/P Tuttle. “O fenômeno recebe este nome pois todos os meteoros desta chuva se cruzam na constelação de Ursa Minor, que só pode ser vista do Hemisfério Norte”, afirma o astrônomo

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