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Como observar o raro alinhamento de planetas nesta segunda-feira

ByMax Blanc

dez 21, 2020
Fenômeno ocorreu pela última vez na Idade Média

Fenômeno ocorreu pela última vez na Idade Média
Freepik

Pessoas do mundo todo poderão presenciar nesta segunda-feira (21) um fenômeno astronômico raro que ocorreu pela última vez na Idade Média, mais precisamente em 1226: o alinhamento entre a Terra, Júpiter e Saturno.

Segundo o professor Rodolfo Langhi, do Observatório de Astronomia da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Bauru, interior de São Paulo, as órbitas da Terra, Júpiter e Saturno ficam próximas a cada 19,5 anos, mas são precisos muitos séculos para que se encontrem exatamente no mesmo ponto.

“Isso ocorre porque os planetas orbitam em torno do Sol em velocidades diferentes. Dos três, a Terra é o mais próximo do Sol, e, portanto, o mais rápido, seguido de Júpiter e Saturno. Enquanto a Terra leva um ano para dar uma volta completa em torno do Sol, Júpiter e Saturno demoram 12 e 30 anos, respectivamente”, explica.

Saturno

Saturno
Voyager 1/Nasa

Para contemplar o fenômeno não serão necessários quaisquer tipos de equipamentos. Basta que o observador espere o sol se pôr e olhe levemente para cima na direção oeste.

“É sempre bom lembrar que vale se deslocar para um local afastado das luzes da cidade, preferencialmente onde não haja prédios e árvores muito altas”, orienta.

Será possível visualizar dois pontos no céu bem próximos um do outro – um mais brilhante e esbranquiçado (Júpiter) e outro menos brilhante e amarelado (Saturno).

Estrela de Belém

Pelo fato de a conjunção planetária ocorrer justamente em dezembro, mês do nascimento de Jesus, algumas pessoas vêm chamando o evento de Estrela de Belém.

Júpiter faz conjunção com Saturno

Júpiter faz conjunção com Saturno
Divulgação/Masa

De acordo com Langhi, registros históricos apontam que quando Jesus nasceu, um astro brilhante surgiu no céu e perdurou por vários dias até desaparecer.

Ainda não se sabe ao certo o que seria esse fenômeno. Alguns astrônomos sugerem que poderia ter sido um cometa, outros, uma supernova — a explosão de uma estrela que se encontra em seu estágio final —, e outros, o alinhamento entre Júpiter e Saturno.

*Estagiária do R7 sob supervisão de Giovanna Orlando

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